sexta-feira, 17 de dezembro de 2010
Uma forma de vida.
Na via existem diferentes tipos de pessoas, diferentes ocasiões e diferentes formas de agirmos. Há momentos para tudo, até para chorar de rir, mas acabamos por não ter tempo para fazer todas as coisas que queríamos, porque desperdiçamos demasiado tempo com coisas banais como o terminar de um relacionamento. Apesar de nos habituámos a querer sempre mais não conseguimos evitar os desleixos de usar o nosso tempo em algo que não nos dá qualquer retribuição. Para um pobre um trigo é refeição de um dia ou dias, mas para um rico um pão é apenas a entrada. Temos que pensar sempre que somos os pobres, porque eles sim dão valor aos mais ínfimos pormenores... Esses são os que realmente contam e deveriam ser valorizados na sua dimensão que não possui proporções. Quando algo nos corre mal ficamos desesperados a pensar que isso arruinará a nossa vida, hiperbolicamente falando, mas não nos lembramos que existe sempre alguém muito pior que nós. O ser humano conhece-se verdadeiramente não nos momentos de alegria, mas nas recaídas e desaforos. Não sejamos egoístas e ofereçamos a cada coisa a sua merecida atenção. À medida que vamos sofrendo vamos crescendo e aprendendo a encarar a vida da forma que ela deve ser encarada. Dessa aprendizagem concluímos que só temos que viver desportivamente e não guardar ressentimentos de nada a que a nossa existência se tenha sujeitado.
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